A crescente falta de segurança estimula os negócios na área de Sistemas Eletrônicos de Segurança, num mercado que registra altos índices de crescimento. Só nos últimos 5 anos, o setor teve uma média de incremento anual de 10%. A Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança) acaba de divulgar que o segmento faturou R$ 4,6 bilhões, em 2013, um aumento de 10% em comparação ao ano anterior. O mesmo percentual foi registrado no Paraná, com a movimentação de R$ 368 milhões, segundo o SIESE-PR, Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança no Estado do Paraná. Esse mercado tem se mostrado promissor, conforme dados, o estado dobrou as vendas nos últimos 7 anos, pois em 2006 o faturamento era de R$ 168 milhões.

Não é só a falta de segurança que favorece este mercado, segundo o SIESE-PR, mas também a proximidade da Copa do Mundo e a inserção de novas tecnologias, que atrai clientes tanto da área pública como privada. Outro grande evento mundial que deve contribuir para o faturamento positivo deste mercado é o das Olimpíadas 2016.

Segundo o presidente do SIESE-PR, Marcelo Mengatto, além destes eventos e a preocupação da população com a segurança, o setor presencia um novo perfil de público, o consumidor da classe C, que também tem passado a consumir estes produtos. “A inserção de novas tecnologias e o custo mais acessível dos produtos está atraindo cada vez mais pessoas interessadas em serviços como o de videomonitoramento, circuitos fechados de TV, alarmes monitorados e sistemas de controle de acesso. is this site down for everyone . As empresas que oferecem este serviço estão presenciando um mercado bastante promissor”.

Segundo a Abese, no Brasil os órgãos governamentais são responsáveis por 9% do faturamento das empresas de segurança eletrônica e cerca de 85% do consumo dos equipamentos são originários do setor não-residencial. Os números mostram ainda que o segmento de circuitos fechados de TV / videomonitoramento é o que mais se destaca no país, representando 47% do mercado de segurança. Seguido pelos alarmes monitorados que são responsáveis por 23%, depois os sistemas de controle de acesso por

21% e os equipamentos de detecção e combate a incêndio que representam 9% da fatia, mostrando a grande preocupação com a segurança.